Corrida pela vacina contra Coronavírus



No mundo inteiro existem pelo menos 135 grupos de trabalho mergulhados na descoberta pela vacina contra o Coronavírus, e estima-se que uma, ou alguma delas, possa ser aplicada maciçamente já no fim de 2020.



Quem lidera a corrida é a Universidade de Oxford, na Inglaterra, em parceria com a farmacêutica Britânica Astra Zeneca que deu inicio as pesquisas logo após a eclosão do primeiro caso na China, com a identificação do genoma do microrganismo. O grupo iniciou, recentemente, a fase 3 dos estudos clínicos em humanos. Está é a última etapa de estudos e caso seja aprovado, irá para aprovação dos Órgãos Reguladores para posterior distribuição. A boa notícia é que o Brasil faz parte da lista dos países que irão receber a vacina para realização dos testes em seu território.

Um dos motivos para o Brasil fazer parte dessa lista é o alto número de casos infectados em território Brasileiro. Inicialmente, 2000 pessoas, entre homens e mulheres de São Paulo e Rio de Janeiro, receberão a vacina a partir do dia 15 de Junho de 2020. Caso os resultado sejam satisfatórios, o número de voluntários pode crescer para 5000. A seleção para os participantes do teste será criteriosa. Inicialmente só serão aceitos profissionais de saúde ou aqueles que atuam na logística de hospitais responsáveis pelo atendimento de pacientes com Covid-19.

Outro teste, anunciado pelo Governador João Doria no dia 11 de Junho de 2020, irá entrar na fase de teste com humanos. A parceria realizada entre o Institudo Butantan e o laboratório chinês Sinovac Biotech, prevê que a vacina chegue ao mercado em Junho de 2021. A vacina já passou pelas fases 1 e 2 na China e contou com a participação de quase mil voluntários. A terceira fase da pesquisa, realizada em território Brasileiro, submeterá nove mil voluntários para a comprovação da eficácia e segurança do tratamento.  O período de testes no Brasil deve acontecer a partir de julho de 2020.

Entenda como funciona o processo de desenvolvimento de vacinas




O processo de desenvolvimento de uma vacina segue altos padrões de exigência de qualidade e vários protocolos em todas as suas fases. Desde a criação, passando por testes em animais e humanos, até a aprovação por órgãos reguladores, a fabricação e distribuição.



  1. O primeiro passo é fazer a identificação do agente causador da doença. Nesse caso, o Coronavírus. O vírus possui esse nome devido a presença de “espinhos” como uma coroa. O vírus usa os espinhos para se conectar ao receptor ACE 2 das células humanas. Uma vez conectado à célula humana ele se reproduz.
    Quanto tempo o coronavírus sobrevive em cada superfície ...
    Fonte: Sanarmed
  2. A vacina utiliza o vírus inativo e fragmentado para produzir antígenos que irão estimular o corpo a produzir anticorpos contra a doença.
  3. A partir dai iniciam os testes em camundongos que carregam o receptor ACE 2. Quando os testes forem concluídos, inicia-se a pesquisa em humanos.
    Teste de vacina contra zika mostra eficácia em camundongos
    Fonte: O Estado

  4. A pesquisa em humanos acontece em duas fases:

- Fase 1: Pequenos grupos de voluntários sadios. Avalia-se a segurança e eficácia em gerar resposta do sistema imunológico
- Fase 2: Centenas de voluntários escolhidos de forma aleatória, incluindo alguns pertencentes ao grupo de risco. Testa-se a eficácia da vacina.
- Fase 3: Milhares de testes. Avalia-se a eficácia em condições naturais da presença da doença.

SE TIVER SUCESSO, A VACINA VAI PARA APROVAÇÃO DOS ÓRGÃOS REGULADORES.

    5. Após a aprovação, a vacina começa a ser produzida em larga escala e é distribuída para a população. É realizado um acompanhamento para detectar possíveis efeitos adversos.
 
Resultados de testes com vacina de Oxford contra Covid-19 devem ...
Fonte: CNN Brasil

Publicado por Ana Carolina Dada

Autora do Blog Biomedicina Online e estudante de Biomedicina da FURB-SC .
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