Presente em mais de 20 países, a Biomedicina é uma das ciências que mais se destaca na área da saúde

Presente em mais de 20 países, a Biomedicina é hoje uma das ciências que mais se destaca mundo afora. 

No Brasil, os cinco conselhos regionais da classe já somam cerca de 50 mil profissionais biomédicos registrados e estima-se que, pelo menos,  11 mil estudantes estejam matriculados nos mais de 220 cursos de Biomedicina espalhados por todo o país. Na América do Sul, a prática da profissão pelos vizinhos Uruguai, Chile e Argentina deu origem à Rede Sulamericana de Diagnósticos.
Mundo afora, a lista de profissionais que tem desempenhado importante papel e desenvolvido pesquisas de excelência para o avanço da saúde é cada vez mais crescente. No ranking das profissões, divulgado pela revista Exame, a Biomedicina está entre as 45 mais atrativas do mercado de trabalho. De acordo com pesquisa da Thomson Reuters, empresa que monitora a produtividade mundial nas áreas de ciência e inovação,  publicada em janeiro deste ano, entre os trabalhos científicos mais citados nos últimos 11 anos estão os dos Biomédicos, que elencam o topo da lista dos cientistas “superstars”.
Destaque em diversos países do mundo, no Brasil os biomédicos também não deixam a desejar e têm mostrado a todos a competência, o compromisso e a qualidade da Biomedicina brasileira. “O trabalho desempenhado por nossos  profissionais mostra aos olhos do mercado internacional a sólida formação científica aplicada nas academias do Brasil e têm contribuído de forma significativa e efetiva no combate e tratamento de doenças por todo o mundo”, ressalta o presidente do Conselho Federal de Biomedicina, Silvio José Cecchi.
Recentemente, a biomédica pernambucana Débora Zarfolin foi merecedora de um prêmio do MIT (Massachusetts Institute of Technology) por ter desenvolvido um chip que detecta até 18 tipos de câncer. Em outra ocasião, o biomédico israelense naturalizado  brasileiro Alexander Birbrair, de apenas 29 anos, recebeu dois prêmios internacionais e teve seu trabalho com células tronco estampado na capa da revista Science, maior publicação cientifica do mundo – produzida pela Associação Americana para o Progresso da Ciência.  Birbrair, embora não resida mais no Brasil, formou-se em Biomedicina pela Universidade Estadual de Santa Cruz, na Bahia. “Esses são apenas dois dos muitos casos que tornam cada vez mais gratificante o trabalho que fazemos em prol da classe biomédica brasileira. Sem dúvida é motivo de muito orgulho saber que vários profissionais estão alçando vôos altos em todo o mundo e desenvolvendo trabalhos importantíssimos no âmbito da Biomedicina.”, destacou Cecchi.

A Biomedicina no Brasil

No Brasil, os primeiros cursos de Biomedicina foram implantados na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), em 1966, antes denominados Ciências Biológicas – Modalidade Médica. A graduação surgiu da necessidade de suprir a falta de professores das disciplinas básicas do curso de medicina e também formar pesquisadores. Contudo, apenas em 1979 veio a regulamentação das atividades exercidas pelos biomédicos que optavam pela carreira não universitária, sendo a principal entre elas, os serviços complementares de diagnósticos. A profissão foi regulamentada pela Lei Federal nº 6.684.
Hoje, quem se forma em Biomedicina pode escolher a área de atuação dentre as 37 habilitações já regulamentadas pelo Conselho Federal de Biomedicina. Mas, quem se gradua em outros países, para exercer as práticas no Brasil precisa revalidar o diploma em uma instituição de ensino federal.

A Biomedicina pelo mundo

A Biomedicina brasileira já é uma das referências para o mundo, mas não é só no Brasil que é ofertada a graduação. Em outros países como a Alemanha, Austrália, Líbano e Irlanda também é possível se formar e atuar no ramo. Mundo afora, os profissionais biomédicos se destacam sobretudo na produção de novas vacinas e no desenvolvimento de terapias genéticas. Também estão presentes nas empresas que fazem melhoramento genético na pecuária e agricultura, entre outras funções que se assemelham às habilitações brasileiras.
O biomédico Jamal Amiry explica que no Líbano a Biomedicina é conhecida como “Biociências” ou “Laboratório Médico e Tecnologia”. Naquele país, a graduação tem um ciclo de 4 anos de duração e a exigência mínima é de 120 créditos. Esses créditos são divididos em horas de palestras, laboratório e tutorial.
No entanto, há lugares onde o conteúdo programático e a atuação dos biomédicos podem ser bem diferentes das aqui exercidas, já na Inglaterra, por exemplo, o trabalho dos profissionais é bastante semelhante ao realizado no Brasil.
O biomédico brasileiro Michel Pelisser explica que “na Inglaterra, o biomédico é bastante respeitado, inclusive pelos médicos que estão sempre em contato questionando sobre quais testes são mais apropriados para a condição do paciente”. Segundo ele, a respeito das áreas de atuação, o Brasil contempla mais habilitações do que na Inglaterra, onde não se trabalha com imagens ou cosmética. “No entanto, em relação aos estudos é praticamente tudo igual ao que estudamos no Brasil.”, destaca.

FONTE: CFBM

Publicado por Ana Carolina Dada

Autora do Blog Biomedicina Online e estudante de Biomedicina da FURB-SC .
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1 comentários :

  1. Respeitados pelo mundo o Biomédico no Brasil se depara com a mentalidade de QI de ostra onde uma Biomédica se acha dona da Estética e só pensa em prejudicar os demais parceiros,se não bastasse os médicos querendo que erros virem escândalos.

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