Inaugurado primeiro laboratório de biologia molecular do Norte


A região Norte ganhou o primeiro laboratório de biologia molecular voltado à assistência hospitalar. A nova estrutura foi inaugurada na semana passada, no Centro de Alta Complexidade em Oncologia Hospital Ophir Loyola, em Belém, PA. 

O laboratório será essencial na assistência e, atualmente, é o único na região a fornecer análises de biomarcadores tumorais validados por sociedades científicas, que podem ser utilizados como ferramentas de diagnóstico, prognóstico e monitoramento da terapia utilizada por pacientes com câncer.
A ala especializada possui alta tecnologia para a classificação de leucemias – doenças que têm como principal característica o acúmulo de células jovens anormais na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais. E vai identificar as alterações genéticas responsáveis pelo aparecimento dos tumores e fornecerá informações necessárias para montar esquemas de quimioterapia para obter resultados mais precisos no tratamento de pacientes com câncer.
As diferenças genéticas dos tumores dos pacientes com um mesmo tipo de câncer provocam diferentes respostas ao tratamento, aumento no tempo de tratamento e no risco ao paciente, além de elevar os custos do Estado. O diagnóstico molecular vai proporcionar uma avaliação mais precisa e mais precoce, um prognóstico mais seguro, um direcionamento terapêutico, redução do tempo de tratamento e dos custos e aumento na expectativa de vida e de cura.
Para a implantação do laboratório, o hospital recebeu repasses de recursos de ações trabalhistas pelo Ministério Público do Trabalho do Pará (MPT- PA). A decisão ocorreu após uma visita do procurador do trabalho, Dr. José Carlos Azevedo, ao hospital durante o primeiro semestre de 2014. Na ocasião, ele conheceu a ala pediátrica, onde a maioria das crianças fazia tratamento contra leucemia. No espaço físico e equipamentos foram investidos mais de R$ 1 milhão para atender aos padrões e portarias estabelecidos pelo Ministério da Saúde com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
Para o secretário de Estado de Saúde, Vitor Mateus, a implatação do laboratório através da parceria entre HOL e MPT-PA, é um ganho significativo para todos. “Estamos proporcionando à população do Pará um laboratório que vai permitir melhorar o controle e aumentar a eficiência em relação à questão do câncer. Isso proporciona para os profissionais e pacientes um avanço extraordinário, com isso teremos menos tempo de tratamento e podemos ajustar melhor as drogas em razão dos marcadores tumorais que serão feitos no laboratório, e consequentemente diminuir os custos do Estado”.
O diretor geral do Ophir Loyola, Luiz Cláudio Chaves, também destacou que o laboratório representa um grande avanço ao tratamento oncológico por meio da medicina personalizada, que permite o direcionamento clínico e o tratamento quimioterápico específico para cada paciente. “Os ganhos obtidos com a inauguração de um laboratório deste nível serão tanto quantitativos como qualitativos, permitindo maior rotatividade de leitos. Os pacientes vão contar com as técnicas de biologia molecular que unem rapidez, confiabilidade e precisão no diagnóstico”, ressaltou Chaves.

Tecnologia

O laboratório possui um termociclador e um sequenciador genômico de última geração, este último capaz de realizar o genoma completo do paciente, em seis horas. Os testes de alta tecnologia trarão resultados precisos em três horas. Inicialmente, ele será voltado exclusivamente para as leucemias e, posteriormente, será estendido aos tumores sólidos, com uma capacidade de mais de 100 testes diagnósticos e de monitoramento por dia.
Na área de ensino, pesquisa e extensão, o laboratório vai incentivar a pesquisa e produção científica com os resultados obtidos ao contribuir com o trabalho de pesquisadores, residentes e dos médicos que vivenciam a realidade do câncer na instituição. “Não serão pesquisados apenas prontuários, mas como se originaram as alterações clínicas. As ferramentas de monitoramento e a análise genética abrem um banco de dados bem maior de pesquisa, contribuindo para a disseminação de informações e o planejamento das ações de saúde pública”, explicou Alberto Ferreira, chefe do Departamento de Ensino e Pesquisa.


FONTE : Labnetwork

Publicado por Ana Carolina Dada

Autora do Blog Biomedicina Online e estudante de Biomedicina da FURB-SC .
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