Pesquisadores do Pardini criam método que detecta o material genético do zika vírus

O laboratório mineiro Hermes Pardini foi o primeiro laboratório de apoio no Brasil a internalizar o exame que detecta o zika vírus.

O método, desenvolvido in houve, consegue detectar o material genético do vírus na amostra analisada. Danielle Zauli, pesquisadora da área de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Hermes Pardini, contou ao portal LabNetwork que após intensa busca bibliográfica, primers e sondas foram customizados e depois de um rigoroso processo de validação, as condições físico-químicas da reação foram padronizadas.
“O PCR em tempo real é uma técnica que consegue avaliar o número de moléculas produzidas a cada ciclo da reação, com alta especificidade e sensibilidade. A amplificação é dividida em três fases: a linha basal, na qual não há produtos de PCR suficientes para detectar fluorescência; a fase log, em que a quantidade de produtos de PCR dobra a cada ciclo; e a fase platô, onde não há mais aumento no número de produtos”, explica, complementando que as sondas TaqMan utilizadas são altamente específicas à sequência alvo do vírus, liberando fluorescência apenas na presença do produto de PCR de interesse.
O valor para cada teste, que antes era enviado para a Espanha e demorava 15 dias para ficar pronto, é de R$ 499,00. Agora, com a internalização, esse prazo caiu para sete dias.
Os aportes para o desenvolvimento e validação do teste foram de R$ 50 mil reais e foram necessários seis meses para que se chegasse ao produto final. Agora, a equipe de Pesquisa e Desenvolvimento do laboratório está trabalhando na criação de um método que também detecte o vírus da dengue.
Os pesquisadores salientam que para a coleta não existem recomendações especiais. Contudo, há algumas instruções a serem seguidas após a coleta, como a centrifugação da amostra e congelamento da mesma. A única recomendação para o paciente é para que o exame seja colhido durante a fase aguda da doença, pois como o exame se baseia na detecção de material genético do vírus, após a fase aguda as cópias virais podem não ser encontradas, impossibilitando o fechamento do diagnóstico.
FONTE: Labnetwork

Publicado por Ana Carolina Dada

Autora do Blog Biomedicina Online e estudante de Biomedicina da FURB-SC .
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