Novo exame de troponina mais sensível descarta risco de ataque cardíaco

Um novo exame de sangue altamente sensível pode ajudar os médicos a descartar rapidamente um ataque cardíaco em quase dois terços das pessoas que procuram tratamento de emergência por dor torácica. 


É o que sugere um novo estudo publicado recentemente na revista The Lancet.  Os pesquisadores relataram que seus resultados poderiam, potencialmente, reduzir internações desnecessárias e proporcionar custos substancialmente mais baixos na saúde.

“Até agora, não havia uma forma rápida para descartar um ataque cardíaco dentro do departamento de emergência”, disse o principal autor do estudo, Dr. Anoop Shah, da Universidade de Edimburgo, Escócia.
“Ao longo das duas últimas décadas, o número de internações hospitalares devido à dor no peito triplicou. E a esmagadora maioria desses pacientes não tem um ataque cardíaco”, disse Shah. “Diagnosticar um possível ataque cardíaco exige uma longa estadia na emergência ou a hospitalização para realização de testes”.
Segundo o pesquisador informou, o novo teste é mais sensível do que a versão padrão. É possível detectar níveis muito mais baixos de troponina no sangue. A troponina é uma proteína liberada quando o músculo do coração é danificado. “Quanto mais dano ocorre, mais elevados são os níveis sanguíneos de troponina. Um ligeiro aumento da troponina sugere que algum dano ocorreu, enquanto que níveis muito elevados indicam que uma pessoa teve um ataque cardíaco”, explicam os pesquisadores.
“Usando este novo teste, os médicos poderiam potencialmente dobrar o número de pacientes de baixo risco com possibilidade de alta com segurança da sala de emergência”, relataram os pesquisadores.
Para o estudo, os pesquisadores mediram os níveis de troponina em mais de 6.000 pacientes admitidos no hospital com dores no peito. Foi avaliado o risco de ataque cardíaco e morte por ataque cardíaco em um período de 30 dias.
Os pesquisadores descobriram que 61% dos pacientes com um nível de troponina inferior a 5 ng/L estavam em risco muito baixo de ataque cardíaco e poderiam ter sido dispensados no início, independentemente da idade, sexo e fatores de risco para doença cardíaca. Um ano depois, esses pacientes tinham um risco três vezes menor de ataque cardíaco e morte cardíaca do que aqueles com maiores níveis de troponina, disseram os pesquisadores.

FONTE: Labnetwork

Publicado por Ana Carolina Dada

Autora do Blog Biomedicina Online e estudante de Biomedicina da FURB-SC .
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