Teste de urina pode detectar câncer de pâncreas precocemente

Cientistas britânicos relataram recentemente o desenvolvimento de um teste de urina que pode detectar o câncer de pâncreas em um estágio inicial.
Geralmente, os sintomas desta doença mortal não aparecem até que o câncer esteja em um estágio avançado e que tenha se espalhado, quando pouco pode ser feito para salvar o paciente. Investigadores têm procurado uma maneira de rastrear pessoas com câncer de pâncreas na esperança de que a detecção precoce possa proporcionar um tratamento eficaz.
“Se este teste provar ser tão bom quanto nós esperamos, nós poderemos fazer uma diferença importante ao possibilitar o diagnóstico precoce do câncer de pâncreas completamente não invasivo, utilizando amostras de urina”, disse a pesquisadora Dra. Tatjana Crnogorac-Jurcevic, do Centro de Oncologia Molecular do Barts Cancer Institute da Queen Mary University de Londres.
A equipe encontrou três marcadores que, quando combinados, sinalizam o início do câncer de pâncreas. O estudo foi publicado no começo de agosto na revista Clinical Cancer Research.
Para este estudo, financiado pelo Fundo de Investigação do Câncer de Pâncreas, uma instituição de caridade britânica, os pesquisadores analisaram 488 amostras de urina, incluindo 192 de pacientes com câncer de pâncreas, 92 de pacientes com pancreatite crônica e 87 de pessoas saudáveis. Além disso, eles analisaram 117 amostras de urina de pacientes com doenças do fígado e vesícula biliar. Estas amostras foram utilizadas para confirmar seus achados.
Das 1.500 proteínas encontradas nas amostras de urina, a equipe de Crnogorac-Jurcevic focou em três: LYVE1, REG1A e TFF1.
Os pesquisadores descobriram que os pacientes com câncer de pâncreas tinham níveis elevados de todas as três proteínas em comparação com pacientes saudáveis ​​e doentes com pancreatite. Usando as três proteínas, eles foram capazes de detectar o câncer pancreático na fase inicial em mais de 90% do tempo.
Embora a causa do câncer de pâncreas não seja conhecida, as pessoas em risco são aquelas com histórico familiar da doença, fumantes, pessoas obesas e pessoas com mais de 50 anos com diagnóstico recente de diabetes, disseram os pesquisadores.
A equipe agora vai realizar mais testes em amostras de urina de pessoas com alto risco para validar ainda mais os seus resultados.
Dr. Leonard Lichtenfeld, médico adjunto da American Cancer Society, disse que os resultados são ainda preliminares e que mais pesquisas são necessárias on verificar se um teste de triagem poderia ser desenvolvido com base nestes três marcadores.
As preocupações de Lichtenfeld para qualquer teste de triagem são que ele seja preciso, fácil e que tenha repetibilidade. “Em última análise, tem de se demonstrar que o teste realmente faz a diferença nos resultados”, disse ele.


FONTE: LABNETWORK

Publicado por Ana Carolina Dada

Autora do Blog Biomedicina Online e estudante de Biomedicina da FURB-SC .
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