Colesterol total: exame pode prevenir infarto e AVC

O exame de colesterol total - também chamado de painel ou perfil lipídico - mostra os níveis de colesterol e triglicérides na corrente sanguínea. Este exame de sangue ajuda a determinar o risco de obstrução das artérias por formação de placas de gordura (aterosclerose). Altos níveis de colesterol geralmente não causam sintomas, por isso é importante fazer a dosagem regularmente.
A única forma conhecida de diagnosticar a hipercolesterolemia é através do exame de colesterol total e frações. A detecção precoce da hipercolesterolemia pode prevenir diversas doenças como infarto e AVC.

Indicações

O exame de colesterol total é recomendo para todos os adultos saudáveis ao menos uma vez a cada cinco anos. O teste pode ser feito em intervalos menores por pessoas com maior risco para doenças cardiovasculares ou já fazem acompanhamento com dieta e medicamentos para controlar os níveis de colesterol.
Crianças também devem fazer o exame de colesterol total, preferencialmente entre 9 e 11 anos, repetindo o exame entre 17 e 21 anos. Jovens com risco aumentado para hipercolesterolemia podem fazer testes com mais frequência.

Segundo a Academia Americana de Pediatria, crianças com alto risco para doenças cardiovasculares devem fazer o exame de colesterol total e frações entre 2 e 10 anos de idade, sendo que crianças mais novas não podem ser submetidas ao teste. Se o primeiro exame mostra resultados normais, os próximos podem ser feitos a cada três ou cinco anos.

Preparo para o exame

Para fazer o exame de colesterol total, é necessário de três a 12 horas de jejum conforme a idade do paciente:
  • De 0 a 1 ano: jejum mínimo de três horas
  • De 1 a 5 anos: jejum mínimo de seis horas
  • Acima de 5 anos: jejum mínimo de 12 horas.
Além disso, é vetado o consumo de bebidas alcoólicas nas 72 horas anteriores ao exame. Deve ser mantida a dieta habitual.

Resultados

Os resultados do exame de colesterol total podem demorar alguns dias para ficarem prontos. O medico ou médica irá analisar os resultados com base no seu perfil e dizer quais cuidados devem ou não ser tomados.
O colesterol total é que a soma de todos os valores de colesterol que podem ser medidos no sangue, que são o HDL, o LDL e o VLDL. O colesterol HDL é conhecido como o colesterol "bom", enquanto o colesterol LDL é o monitorado para risco de doenças cardíacas - conhecido como ?ruim?. O balanceamento destes níveis, somado ao perfil do paciente, é que definirá a necessidade de tratamento.
Valores de referência
Níveis de HDL normais são aqueles que se encontram na faixa de 40 a 60 mg/dl independente do paciente.
Já os valores normais de LDL variam de acordo com a categoria de risco do paciente em questão. Isso é feito por meio de escores, que somam pontos baseados no exame físico e historia do paciente. As pontuações foram divididas entre alto risco, baixo risco e risco intermediário:
  • Alto risco: pessoas com doença aterosclerótica (infarto, acidente vascular cerebral, obstrução arterial, claudicação intermitente), cirurgia de revascularização prévia, diabetes, doença renal crônica e hipercolesterolemia familiar
  • Baixo risco: pessoas que tem uma probabilidade menor que 5% em dez anos de acontecer um evento cardiovascular. Aqueles considerados de baixo risco, mas que tenham parentes de primeiro grau com doença prematura, passam a ser considerados de risco intermediário
  • Risco intermediário: mulheres com 5 e 10% de chances de sofrer um evento cardiovascular em dez anos e homens que tenham de 5 a 20% de probabilidade.
Dentro disso, a presença de fatores agravantes automaticamente torna o risco mais elevado. Esses fatores podem ser encontrados em exames de imagem (ultrassonografia das carótidas, ecocardiograma e tomografia de coração), exames laboratoriais (sangue e urina) e medidas clínicas. Depois da avaliação, o tratamento é adequado ao risco da pessoa. Quanto maior o risco, mais agressivo o tratamento.
Pensando na relação entre colesterol alto e eventos cardiovasculares, os limites de colesterol são:
  • Pacientes de alto risco: LDL abaixo de 70 mg/dL
  • Pacientes de risco intermediário: LDL abaixo de 100 mg/dL
  • Pacientes com baixo risco devem ter seus limites de colesterol individualizados pelo médico. Entretanto, geralmente tolera-se níveis de colesterol LDL até 160 mg/dL
Valores de referência segundo a V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose - 2013.
Resultados anormais
Se os resultados do seu exame de colesterol total e frações estão acima do normal, isso significa que você está em maior risco para doenças cardiovasculares. O principal foco do tratamento para diminuir esse risco é o colesterol LDL, que está diretamente relacionado a eventos cardíacos - quanto mais alta a taxa, maior o risco de complicações.
O colesterol LDL responde relativamente pouco a mudanças de estilo de vida, por isso é necessário o uso de medicamentos. Entretanto, hábitos saudáveis não devem ser abandonados, uma vez que essas medidas reduzem o risco cardíaco independente da contagem de colesterol. Dieta balanceada, prática de atividade física e cortar vícios como o cigarro são medidas decisivas para redução do risco cardíaco.

O que pode afetar o resultado do teste

O hormônio estrogênio pode alterar os níveis de colesterol HDL e triglicérides. Com a chegada da menopausa, os níveis de colesterol podem mudar. Por isso é recomendo repetir o exame de colesterol total após a menopausa ou interrupção da menstruação.
FONTE: MINHA VIDA

Publicado por Ana Carolina Dada

Autora do Blog Biomedicina Online e estudante de Biomedicina da FURB-SC .
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